Início » Blog » A Independência do Brasil: O Legado Conservador e a Tentativa da Esquerda de Apagar Nossos Heróis

A Independência do Brasil: O Legado Conservador e a Tentativa da Esquerda de Apagar Nossos Heróis

O 7 de Setembro de 1822 é a data magna da nossa nação, o momento em que o Brasil rompeu os grilhões com Portugal e se afirmou como um império soberano nos trópicos. No entanto, a história deste evento crucial, que deveria ser fonte de imenso orgulho nacional, foi sequestrada e sistematicamente distorcida por uma narrativa de esquerda. Em seu esforço contínuo para minar os fundamentos da nossa identidade, a historiografia progressista retrata a Independência como um mero “acordo de elites”, um evento sem participação popular, liderado por um príncipe português mulherengo e autoritário. Essa caricatura grotesca serve a um propósito claro: diminuir a grandeza de nossos heróis, apagar o brilhantismo de nossos fundadores e nos convencer de que o Brasil já nasceu de um arranjo cínico e ilegítimo.

Neste artigo, vamos resgatar a verdade histórica e desmascarar as falácias que tentam manchar nosso ato de fundação. Demonstraremos que a Independência do Brasil, longe de ser um arranjo palaciano, foi um ato de imensa coragem e visão estratégica, liderado por um jovem estadista, Dom Pedro I, que, com audácia e determinação, garantiu a unidade de um território continental ameaçado pela fragmentação. Provaremos que nosso processo de independência foi, em sua essência, um modelo de sucesso de uma revolução conservadora, que nos poupou do caos, da guerra civil e das ditaduras que assolaram nossos vizinhos hispânicos, estabelecendo um legado de ordem e estabilidade que a República, em mais de 130 anos, jamais conseguiu replicar.

Os Fatos Históricos: A Caminhada Inevitável Rumo à Soberania

    A semente da Independência foi plantada em 1808, com a genial decisão de Dom João VI de transferir a corte portuguesa para o Brasil, fugindo das garras de Napoleão Bonaparte. Essa medida, sem precedentes na história, transformou a colônia no centro do Império Português, elevando seu status com a criação de instituições como o Banco do Brasil, a Imprensa Régia e as primeiras faculdades. O Brasil deixou de ser uma mera colônia de exploração para se tornar um reino.

O estopim da ruptura, no entanto, veio de Portugal. Em 1820, a Revolução Liberal do Porto eclodiu, forçando o retorno de Dom João VI a Lisboa e a convocação das Cortes (o parlamento português) para elaborar uma nova Constituição. Rapidamente, ficou claro que as Cortes, dominadas por uma facção revanchista e invejosa da prosperidade do Brasil, tinham um objetivo claro: rebaixar o Brasil à sua antiga e humilhante condição de colônia. Elas tentaram desmembrar o Brasil em províncias diretamente subordinadas a Lisboa e exigiram o retorno imediato do Príncipe Regente, Dom Pedro.

Foi essa tentativa de recolonização que uniu a elite brasileira – liderada por figuras patrióticas como José Bonifácio de Andrada e Silva – em torno de Dom Pedro. Eles perceberam que o único caminho para preservar a liberdade e a integridade do Brasil era a separação total. Pressionado pelo povo e pela elite brasileira, Dom Pedro desafiou as ordens das Cortes em 9 de janeiro de 1822, no episódio que ficou imortalizado como o Dia do Fico. Sua declaração, “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto! Digam ao povo que fico!”, foi o nosso primeiro grito de independência.

A partir daí, a escalada foi rápida. Em setembro, novas ordens de Lisboa chegaram, anulando os decretos de Dom Pedro e ameaçando-o com processo por traição. Ao receber essas cartas às margens do riacho do Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro, em um gesto de audácia e ruptura definitiva, desembainhou sua espada e proferiu o brado que selou nosso destino: “Independência ou Morte!”. O Brasil estava, a partir daquele momento, formalmente separado de Portugal, e nascia o Império do Brasil.

Análise Crítica: Desconstruindo as Falácias da Esquerda

  A narrativa esquerdista se esforça para diminuir cada aspecto deste processo. É nosso dever refutar essas distorções com fatos e lógica.

1. O Resgate de Dom Pedro I como Estadista e Visionário: A esquerda adora destruir heróis nacionais para criar um vácuo de identidade. Eles pintam Dom Pedro I como um playboy impulsivo, autoritário e desinteressado. Essa é uma calúnia histórica contra o homem que foi o arquiteto da nossa unidade. Com apenas 23 anos, Dom Pedro tomou decisões de uma maturidade e coragem extraordinárias. Ele não apenas desafiou as Cortes de Lisboa, mas também a poderosa “Santa Aliança” europeia, que via com maus olhos qualquer movimento liberal e separatista nas Américas.

Citação Direta de Fonte Primária: A visão de estadista de Dom Pedro fica clara em suas correspondências. Em uma carta a seu pai, Dom João VI, ele justifica suas ações não como um ato de rebeldia filial, mas de necessidade para salvar o Brasil do destino trágico da América Espanhola: “É impossível que os povos do Brasil, que tanto prezam a sua liberdade, consentissem em tornar a ser colônia, como as Cortes de Lisboa pretendem. (…) A honra e o sangue do Príncipe que os governa não lhe permitem outro partido que não seja o de sua glória e da felicidade dos brasileiros.” Ele entendia que a única forma de manter o Brasil unido era liderar o movimento de independência, em vez de permitir que ele caísse na anarquia de múltiplas revoluções republicanas.

2. A Unidade Nacional como Legado Monárquico: A maior obra da nossa independência, e o ponto que a esquerda convenientemente ignora, foi a manutenção da unidade territorial. Enquanto a América Espanhola se fragmentava em mais de uma dúzia de republiquetas instáveis, mergulhadas em guerras civis e lideradas por caudilhos sanguinários, o Brasil emergiu como um único e gigantesco império. Isso não foi um acidente. Foi o resultado direto da liderança centralizadora da Monarquia. A figura do Imperador, Dom Pedro I, serviu como um poderoso símbolo de unidade, um ponto de rali para as diferentes províncias, do Amazonas ao Prata. Uma “independência republicana” teria, inevitavelmente, resultado na fragmentação do Brasil.

3. A Independência como uma “Revolução Conservadora”: A esquerda só valoriza revoluções que envolvem caos, guilhotinas e rios de sangue. Como a nossa independência foi majoritariamente pacífica e manteve a forma de governo monárquica, eles a desprezam como se não fosse uma “revolução de verdade”. Na realidade, essa foi a sua maior virtude. A Independência do Brasil foi uma “revolução conservadora” no melhor sentido do termo: ela promoveu uma mudança política radical (a separação de Portugal), mas conservou as instituições que garantiam a ordem, a estabilidade e a continuidade administrativa. Não houve vácuo de poder. O Brasil de 8 de setembro de 1822 era governado pela mesma estrutura do dia 6. Essa transição sem caos foi o que nos permitiu nascer como uma nação estável e viável.

MITO vs. FATO

O Mito da Esquerda: A Independência foi um “acordo de elites” sem participação popular.

O Fato Histórico: Embora liderada pela elite e pelo Príncipe, a Independência teve, sim, amplo apoio popular. A população do Rio de Janeiro foi às ruas para pedir que Dom Pedro ficasse. Houve voluntários e batalhas sangrentas para expulsar as tropas portuguesas que se recusaram a aceitar a independência na Bahia, no Piauí e no Maranhão (a chamada Guerra da Independência). Dizer que não houve participação popular é apagar a história desses brasileiros que lutaram e morreram pela nossa soberania.

Curiosidades e Fatos Pouco Conhecidos

  • O Quadro de Pedro Américo: Uma Licença Poética: A famosa e icônica pintura [“Independência ou Morte”] de Pedro Américo é uma construção heroica. Na realidade, a comitiva de Dom Pedro era muito menor, eles não vestiam uniformes de gala, mas roupas de viagem, e não montavam cavalos imponentes, mas mulas, mais adequadas para subir a serra. O grito não foi um ato planejado, mas uma reação passional e imediata. A arte cumpriu seu papel de criar um mito fundador, mas a realidade foi mais simples e, talvez por isso, mais humana.
  • A Imperatriz Leopoldina, a Primeira Chefe de Estado: A Imperatriz Dona Leopoldina, uma mulher culta e politicamente astuta, teve um papel crucial. Enquanto Dom Pedro viajava para São Paulo, foi ela quem, como Princesa Regente, presidiu a sessão do Conselho de Estado em 2 de setembro de 1822, que formalmente recomendou a ruptura definitiva com Portugal. Ela assinou a declaração de independência e enviou as cartas a Dom Pedro, que culminaram no Grito do Ipiranga. Leopoldina foi, na prática, a primeira mulher a chefiar o governo do Brasil independente.
  • O Reconhecimento e a Dívida: Para que Portugal reconhecesse a independência, o Brasil, sob pressão da Inglaterra, concordou em assumir uma dívida de 2 milhões de libras esterlinas que Portugal tinha com os britânicos. A esquerda usa isso para dizer que “nascemos endividados”. Na verdade, essa foi uma solução pragmática e comum na diplomacia da época para evitar uma guerra prolongada e garantir o reconhecimento internacional, o que permitiu ao novo império se consolidar.

Conclusão: A Relevância da Independência para o Brasil de Hoje

      Estudar a verdade sobre a nossa Independência é mais do que um exercício histórico; é um ato de recuperação da nossa autoestima nacional. A narrativa de esquerda, ao caluniar nossos heróis e diminuir nossos feitos, busca criar um povo sem referências, sem orgulho de sua origem e, portanto, mais fácil de ser manipulado.

A Independência do Brasil nos lega lições fundamentais para os dias de hoje. Ela nos mostra a importância de uma liderança forte e centralizadora para manter a unidade de uma nação continental e diversa. Ela prova que mudanças podem ser feitas com ordem e prudência, sem a necessidade de mergulhar o país no caos revolucionário. E, acima de tudo, ela nos dá heróis de carne e osso, como Dom Pedro I e a Imperatriz Leopoldina, que, com seus defeitos e virtudes, arriscaram tudo por um ideal de um Brasil livre e soberano.Essa análise é um antídoto contra o “complexo de vira-lata” que a esquerda tenta nos impor. Ao contrário do que eles pregam, nosso país não nasceu de um arranjo mesquinho, mas de um ato de coragem. Não somos fruto do acaso, mas de um projeto de nação que, liderado pela Monarquia, deu certo. Celebrar o 7 de Setembro e a verdadeira história de nossa Independência é reafirmar nossa identidade, honrar nossos fundadores e rejeitar as narrativas que buscam nos dividir e nos enfraquecer.

Contato

© 2025 | Politicagens | Todos os direitos reservados.